segunda-feira, 5 de julho de 2010

ESPERANÇ(A)GONIA





Queria ter o pressentimento de que as cOisas estão mudando.
Mas não estão.

Tudo o que a gente sonha um dia, temos sempre a esperança de que vem, só não sabemos quando. Talvez por desejar a perfeição, e numa surpresa ter encontrado.

Feridas ainda estão abertas. Pessoas e cOisas que vivenciamos não tem bagagem o suficiente para confiarmos, e são poucas pessoas e fatos que nos fazem confiar.

Prorrogar essa agonia tem sentido?

A mesmisse, o cotidiano, sem novidades, nada que me faça ter um respingo de esperança ou vontade de prosseguir.

Ainda digo que as feridas estão abertas. E não podemos ignorá-las. Feridas do coração, amarguras, sentimentos de perda, saudades, momentos bons que passamos com quem sempre desejamos.

Num momento, PUFF! Tudo evapora e ficamos sem chão.

Aquele sorriso se foi, aquele carinho que tinha por mim, aquele olhar que sempre me ipnotizou, se foi.

Se foi por um motivo que até agora não compreendo.

Era tudo muito perfeito.

Talvez fosse um sonho.

Um sonho que jamais queria ter acordado.

E espero que essa agonia passe, a rotina mude e as feridas cicatrizem.

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